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quinta-feira, 15 de julho de 2010

A paranóia e o pré-julgamento.

Normalmente agimos ou tomamos atitudes de acordo com a nossas experiências com a vida, e com as pessoas.


Ja ouvi falar que todo mundo tem um amigo "Boça", mas não sei se todos tem a oportunidade de ter um amigo paranóico. Daqueles que cancelam todas suas contas de e-mail desconfiando estar sendo perseguido pelo FBI.

Na condição de ter um amigo que você julga paranóico, para não criar conflitos, você aprende a ouvi-lo, e, consequentemente, respeitá-lo. Porém, o que achamos que é respeito toma na verdade uma forma infeliz de desprezo.

Me explico....Você passa a ouvir as histórias da pessoa sem definitivamente dar a devida atenção, pré-julgando os fatos, assumindo que toda informação que possa vir do "paranóico" seja mesmo uma paranóia, uma viajem.


Acontece que a gente cai do cavalo....


Numa conversa informal com este amigo, o mesmo levantou a hipótese de que estavam a inserir craque na maconha para viciar os usuários da erva danada.....Eu fui o primeiro a negar a hipótese, tratando a mesma como mais uma paranóia, ou teoria da conspiração.

Na verdade, queria mesmo que fosse, o craque é droga maldita, daquelas que até viciado aprende a não oferecer.
Mas a gente cai do cavalo; e hoje, no Jornal do Brasil, a notícia:

"Traficantes adicionam crack à maconha para viciar mais gente"

Para quem quiser ler a matéria, recomendo.
É uma das poucas que não são carregadas daquele esteriótipo ridículo do viciado favelado e do tratamento do vício no senso comum...



e...Amigo, desculpe.., mesmo.