A pouco tempo escrevi um post sobre o remédio sibutramina. No post só reforcei uma denúncia já conhecida por bastante gente, mas que merece ser divulgada... Qual seja. A venda de remédios que comprovadamente fazem mal à saúde, e no entanto permanecem sendo vendidos, muitas vezes proibidos na Europa e Estados Unidos, mas muito bem comercializados nos ditos países de terceiro mundo.
Pois bem, nova bomba sobre o assunto.
Saiu na Folha reportagem sobre a SmithKline Beecham, empresa farmacêutica que deixou em segredo desde 1999 um estudo que constatava que seu produto para diabéticos, o Avandia, provocava sérios riscos cardíacos, sendo mais perigoso inclusive que o remédio da concorrente, o Actos, da farmacêutica Takeda.
A causa para esconder os estudos foi justa. A empresa descobriu que perderia cerca de 600 milhões de dólares em apenas dois anos divulgando as pesquisas....Seu coração vale 600 milhões de dólares? O meu não valeria uma paçoca.
Acontece que dessa vez a empresa será investigada por comissão nos próprios EUA, uma vez que a farmacêutica se arriscou a continuar vendendo o produto por lá.
Tentarei acompanhar o caso apostando que se o medicamento for proibido nos EUA, ainda continuaremos a conseguir pedi-lo pelo link da farmácia do povo por um bom tempo aqui no Brasil:
http://www.ultrafarma.com.br/ch/detalhes.aspx?pc=3679
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A transformação da saúde em um comércio perverso.
A Folha divulgou um estudo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP), onde médicos foram questionados, entre outras coisas, sobre a influência dos propagandistas de laboratórios farmacêuticos na hora da prescrição de um medicamento.
48% dos médicos que recebem visitas de propagandistas de laboratório em seus consultórios responderam que seguem as sugestões dos mesmos.
Ou seja, boa parte dos médicos lhe dão um remédio a partir de orientações de uma indústria especialista na área, que o atualiza das novidades do mercado. O que não teria nada de errado....
Quem assistiu ao filme "O Jardineiro fiel" sabe que tem algo errado, e muito errado mesmo.
O filme conta um pouco sobre como alguns desses grandes laboratórios "testam" seus remédios obrigando pacientes aidéticos da África, que recebem remédio gratuito de certos laboratórios, a tomarem um outro remédio, e relatar seus 'efeitos'.
A lógica é simples:
Você é um africano pobre e aidético. (desgraça pouca é bobagem)
Se quiser meu remédio para AIDS de graça terá que tomar um outro, para outra doença qualquer, só pra me dizer os efeitos colaterias.
Quando eu chegar a uma fórmula que não provoque danos eu começo a vender o medicamento na Europa.
Inocência é achar que isso ocorre só na África.
Se o país é do sul e pobre, é grande candidato a ser o berço dos testes de medicamentos. Que orgulho eim!
Uma das substâncias mais usadas para emagrecimento no Brasil é a sibutramina.
A Emea, agência de medicamentos da Europa, suspendeu o uso do medicamento pois o mesmo aumentaria os riscos de doença cardíaca.
O Brasil é recordista em consumo de remédios para emagrecer, e a sibutramina é uma das substâncias legalizadas encabeçando a lista das mais usadas para emagrecimento no país. Acaso?...
Quem for mais curioso encontrará uma lista grande de remédios proibidos nos EUA e Europa e ainda comercializados nos desgraçados países do sul. Divirta-se.
48% dos médicos que recebem visitas de propagandistas de laboratório em seus consultórios responderam que seguem as sugestões dos mesmos.
Ou seja, boa parte dos médicos lhe dão um remédio a partir de orientações de uma indústria especialista na área, que o atualiza das novidades do mercado. O que não teria nada de errado....
Quem assistiu ao filme "O Jardineiro fiel" sabe que tem algo errado, e muito errado mesmo.
O filme conta um pouco sobre como alguns desses grandes laboratórios "testam" seus remédios obrigando pacientes aidéticos da África, que recebem remédio gratuito de certos laboratórios, a tomarem um outro remédio, e relatar seus 'efeitos'.
A lógica é simples:
Você é um africano pobre e aidético. (desgraça pouca é bobagem)
Se quiser meu remédio para AIDS de graça terá que tomar um outro, para outra doença qualquer, só pra me dizer os efeitos colaterias.
Quando eu chegar a uma fórmula que não provoque danos eu começo a vender o medicamento na Europa.
Inocência é achar que isso ocorre só na África.
Se o país é do sul e pobre, é grande candidato a ser o berço dos testes de medicamentos. Que orgulho eim!
Uma das substâncias mais usadas para emagrecimento no Brasil é a sibutramina.
A Emea, agência de medicamentos da Europa, suspendeu o uso do medicamento pois o mesmo aumentaria os riscos de doença cardíaca.
O Brasil é recordista em consumo de remédios para emagrecer, e a sibutramina é uma das substâncias legalizadas encabeçando a lista das mais usadas para emagrecimento no país. Acaso?...
Quem for mais curioso encontrará uma lista grande de remédios proibidos nos EUA e Europa e ainda comercializados nos desgraçados países do sul. Divirta-se.
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