Mostrando postagens com marcador josé serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador josé serra. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A migalha transformada em pão.

As "reportagens" da Globo estão sendo usadas até para fazer propaganda pró Serra.
O vídeo abaixo termina com um trecho da campanha de Serra, após uma "perícia grátis" da Globo analisando a agressão sofrida pelo candidato.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Se intensifica a propaganda pró-Serra na rádio Bandeirantes.

A Rádio Bandeirantes, aquela que tem a vinheta clássica: "Brasil, o país dos impostos", começou abrir espaço para o diálogo sobre os problemas da saúde.

Quem assistiu o debate entre os 'presidenciáveis', viu que José Serra tem planos para que, nos hospitais, não tenhamos mais tantas filas de espera, e demora nas consultas.

O vampirão do mal falou, e fala tanto de saúde, que o Plíno do PSOL chamou o careca de Hipocondriaco (aquele que se preocupa insanamente com a possível presença de qualquer doença).

Pois bem.

Na Rádio Bandeirantes hoje de manhã, qual era a enquete para os ouvintes?

"Quanto tempo já ficou numa fila de atendimento hospitalar?"


O problema da saúde no Brasil é caso sério. Passar horas na fila do hospital ainda é um luxo de quem mora nas cidades.
Um passeio no interior da caatinga ou pelas entranças do interior paulista é suficiente pra ver que há pessoas no Brasil que não tem nem rede de hospitais em raios de quilômetros, onde fazer uma consulta significa uma verdadeira viagem.

A Bandeirantes está mesmo preucupada com a saúde, ou está ajudando na campanha?

Fica aí a pergunta pra uma rádio que odeia pagar impostos, mas nunca tocou no assunto de concentração de mídia de rádio e tv no Brasil.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

José Serra nos dá uma lição de como não se fazer Política. Ou de como fazê-la com "p" minúsculo.

O post anterior sobre o Serra foi uma brincadeira surgida a partir de algumas idéias que tive em conversas sobre a lei anti-fumo, os episódios deprimentes de repressão policial na USP em 2009, e outras coisas mais sobre o governo Serra... Créditos à conversa com o Prof. Dr. André Roberto Martin.

A relação existente entre esses dois episódios citados foi que em ambos os casos o sr. José Serra conseguiu desagradar a gente que normalmente vota nele.

Me explico nest post com o caso da repressão policial, e num próximo post tentarei sistematizar opiniões sobre a lei anti-fumo.

Vamos lá:



Quando da greve na usp de funcionários, alunos, e professores (que tbm são funcionários, embora não pareçam gostar da distinção), havia nas exigências dos sindicatos de ambas as categorias, propostas sobre carreira e questões salariais. Reclamações comuns a qualquer categoria.

A greve geral começou efetivamente após a fatídica invasão da tropa de choque na USP e a porradaria que se sucedeu.

Foi um dia de manifestação que reunia apenas algumas centenas de pessoas entre estudantes e funcionários em geral - incluindo professores - concentrados num dos portões da USP. O portão principal é óbvio...
Havia faixas e gritos de protestos os mais variados. Estavam ali tanto os apenas curiosos, a fim de ver no que aquilo tudo ia dar. Como aqueles que vêem nos movimentos de contestação sempre uma possibilidade de mudança, e queriam ajudar, compor a massa.
Entre esses há de tudo, marxistas, anarquistas, utópicos variados e, óbviamente, os que representam algum partido político normalmente de esquerda. PCO, PC do B, PSOL...

A porradaria intensa não quebrou o movimento. Pior, fortaleceu...
Os estudantes recuaram na base da borrachada e do famoso gás de pimenta, aquele usado "para temperar a ordem", como cantou o Nação Zumbi na expressão magnífica de Chico Science.

Ruas e ruas da cidade universitária tomadas pelos policiais do choque num movimento verdadeiramente de guerra, sem dó, e sem reação é óbvio.... É difícil bater em policiais com livros....






Os estudantes conseguem impor algumas barricadas, tomando ao menos algumas vias próximas aos prédios que compõem as faculdades de humanas na cidade universitária...

Parte dos estudantes dormiram nestas barricadas, e quem estava em casa pode assistir a péssima cobertura do Datena sobre o evento. E a infeliz redução do movimento a uma “treta com policiais”

No outro dia..., a resposta.

Professores, alunos e funcionários indignados.
Excluindo é lógico a parcela de alunos e estudantes alienados, assistindo e dando suas aulas como se a tropa de choque na universidade fosse coisa comum...

Triste dizer, mas estes "alienados" eram maioria.

Não são de tudo culpados. O Movimento Estudantil está estagnado numa politicagem que eu chamaria de"cabrera". Mas isso cabe em outro post.

A reitora na época, Suely Vilela, responsável primeira pela chamada da polícia, foi alvo de expressões e xingos que ela talvez nem conheça... Faltou pedir a cabeça dela na assembléia de professores...

A greve continua por mais um tempo e algumas vitórias são efetivadas. Certo aumento e outros benefícios poucos.

Acaba-se a greve, acaba-se o ano, muda-se o reitor.

O reitor é escolhido pelo governador a partir de uma lista de 3 candidatos votados num conselho universitário que compõe 320 votantes entre alunos, diretores e outros.
Ou seja. Os 320 podem votar em qualquer professor titular da usp que queira ser reitor. Os três primeiros colocados vão para a mão do governador de São Paulo, que elege o reitor ao seu bel prazer.

Acontece que desde o fim da ditadura militar os governadores sempre escolheram o primeiro da lista para ocupar o cargo, demonstrando espírito democrático. Mas Serra, o "economista", escolheu o segundo colocado da lista, elegendo o sr. Dr. Magnífico Grandíno Rodas. Personagem que fora diretor da faculdade de direito e que como seu mestre Serra, também colocou a polícia dentro da faculdade.





É óbvio que isso gerou e está gerando um debate. Lento...mas acontece.
E nesse contexto de debate, a greve.

Os funcionários da USP estão em novamente em greve desde o último dia 5.

Alunos e professores continuam suas aulas. Mesmo sem datas-show, restaurante universitário, biblioteca e tudo o que os funcionários administram...

Os estudantes da faculdade de direito tem fama de serem reacionários, partidários do PSDB, DEM e companhia. Só que dessa vez Serra ta pisando no pé....

Os estudantes da faculdade de Direito, a São Francisco, estão indignados com o Reitor, elegido por Serra.
Coloco a carta destes estudantes aqui, pois valerá mais a leitura do que uma explicação minha:

Carta dos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo a toda a comunidade acadêmica

Caros Colegas,

Ao longo dos últimos anos, fomos obrigados a conviver com um desrespeito quase que diário a valores fundamentais, como a liberdade e a democracia, e é sobre esse desrespeito que queremos tratar aqui. Um desrespeito que de tão grande deixou de atingir apenas a nós, alunos de direito, e passou a atingir toda a comunidade da Universidade de São Paulo.

Em 2007, logo no início da gestão do então diretor da faculdade e hoje reitor da Universidade, Prof. João Grandino Rodas, fomos obrigados a aceitar uma reforma de grade atribulada, marcada pela pressa e pela falta de diálogo, e a ver a tropa de choque entrar em nosso pátio, acontecimento que não se repetia desde a ditadura militar. Em 2008, por muito pouco não assistimos a instalação de catracas e câmeras de segurança nos corredores de nossa faculdade sem qualquer discussão prévia. Ano passado, último ano de gestão do Prof. Rodas, ao iniciarmos as aulas, fomos surpreendidos por uma reforma sem prestação de contas. Além disso, presenciamos decisões administrativas no mínimo duvidosas, como o fechamento repentino da faculdade em plena semana de provas e a aceitação de uma “doação” que exigia uma contraprestação envolvendo duas salas, sem que isso passasse pelo processo administrativo previsto no estatuto da universidade. Porém, foi no inicio deste ano que a faculdade sofreu o maior de todos os atentados contra a democracia e a dignidade de seu patrimônio.

Em janeiro de 2010, no último dia de gestão do Prof. João Grandino Rodas, três portarias secretas foram baixadas. Elas determinavam a nomeação de duas salas, assunto que ainda estava em pauta na Congregação, e a transferência das nossas bibliotecas para um prédio anexo próximo à faculdade. Em três dias, nossa biblioteca com mais de 160 000 volumes foi encaixotada sem qualquer ordem ou cuidado, e transferida para um edifício sem a menor estrutura. O prédio, que se localiza na Rua Senador Feijó, nº 205, e que convidamos todos a conhecer, não possui ventilação, sistema de segurança e laudo que afirme ser a estrutura capaz de agüentar o peso de tantos livros. Possui vazamentos, fios desencapados e animais mortos que trazem risco constante, não só ao nosso patrimônio, mas a saúde dos funcionários que lá trabalham. Nossa biblioteca, que foi construída ao longo de 185 anos e que é considerada hoje a maior e mais significativa biblioteca jurídica do país, permanece encaixotada e inacessível. Nossos livros, que são o centro de toda a atividade acadêmica da Faculdade, estão sob as piores condições possíveis de conservação, muitos estão molhados devido a um cano que estourou e vários já sofreram danos irreversíveis.

Em abril, diante de um pedido de alunos e professores integrantes de uma comissão formada para discutir os rumos da biblioteca, o atual diretor da faculdade, Prof. Antonio Magalhães Gomes Filho, determinou a volta de parte do acervo para nossa sede. Por conta disso, a reitoria da USP começou a ameaçar a Faculdade de Direito. Ameaçou diminuir concursos para docentes, reduzir nossas verbas, tomar nosso prédio e, ainda assim, a decisão tomada pelo diretor, que mais tarde foi complementada e reafirmada por uma ordem judicial, foi mantida.

Diante dessa resistência às ameaças, o vice-diretor, Prof. Paulo Borba Casella, aproveitando-se de uma sexta feira em que nosso diretor estava hospitalizado, tentou de forma ilegítima revogar as ordens que determinavam a volta dos livros ao prédio histórico da faculdade. Graças à mobilização de diversos professores, não vimos um golpe na Faculdade de Direito.

Neste grave contexto, alunos, professores e funcionários uniram-se, nesta quarta feira (11/05), em um ato público que contou com a presença de mais de mil pessoas. Protestamos contra o que vem acontecendo e deliberamos sobre uma paralisação estudantil inédita na São Francisco. Fomos atingidos no centro do patrimônio público e no centro de nossos ideais. Não podemos e não vamos tolerar atentados tão graves à legalidade e à democracia dentro da Universidade. Exigimos o acesso às nossas bibliotecas, a renúncia do atual vice-diretor e a responsabilização e manifestação pública do Reitor e dos demais culpados pelos danos causados a este acervo.

Não somos contra transformações no espaço da faculdade, como veiculado pela grande mídia, muito pelo contrário. Sabemos que melhorias são necessárias. Entretanto, acreditamos que essas transformações devem ser fruto de um processo marcado pelo diálogo e pela transparência. Por conta da falta destes é que hoje somos uma faculdade sem biblioteca e, por pouco, não nos tornamos uma faculdade presa ao autoritarismo.

Os acontecimentos que presenciamos nos últimos anos culminaram com uma clara manifestação de desrespeito a um dos maiores patrimônios públicos do país. Sendo assim, esperamos que esta carta não seja apenas um relato da nossa ultrajante história recente, mas seja, também, um grande protesto contra a forma irresponsável como vem sendo tratado o patrimônio intelectual e material da Universidade de São Paulo.

Atenciosamente,

Alunos e Alunas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

Para mais informações e fotos do acervo acesse:

http://182-21.blogspot.com





É por isso que Serra pode estar cavando sua cova, arrumando inimigos até onde antes era o seu reduto....

E é por isso que digo: Serra não fez bem à educação, não fez bem à política, e não fez bem à democracia.... Mas ta difícil resolver isso no voto. Os que fizeram, fizeram pouco, ou quase nada.

Apenas 2% dos estudantes universitários no Brasil são negros, num país onde de acordo com dados do IBGE, pretos e pardos formam 45% da população...

No Sudeste, 82% dos estudantes do ensino superior freqüentam instituições particulares. Numa região onde a renda média é cerca de R$ 1.000 e aquele que faz faculdade a menos de 500 reais está possivelmente condenado a ter um diploma que não será levado tão a sério.

Quem paga o ensino público dos 18% ???

Pretos, pardos e pobres do Brasil. Uni-vos!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vote em Serra para Presidente......

.....e veja como se faz política com autoritarismo:
























...e com repressão:
























































Porque quando os estudantes querem vagas, e os não fumantes o bom senso,....Serra resolve é na bala:




segunda-feira, 24 de maio de 2010

Para se entender a polarização dos votos...

Repasso este texto do Blog de Marcelo Fantaccini Brito. Um estudo de caso excelente na tentativa de se entender o voto do brasileiro.



Padrão de distribuição geográfica do voto: o Brasil virou EUA e os EUA viraram Brasil

Em uma eleição realizada em países de dimensões continentais, com território heterogêneo em termos de economia, sociedade e cultura, como seriam os resultados por região? Existiria a tendência das partes mais ricas de um país optarem por candidatos progressistas e as partes mais pobres optarem por candidatos conservadores? Ou a tendência seria a oposta?

Observando dois países gigantes, como o Brasil e os Estados Unidos, é possível dizer que a polarização política regional não segue um padrão imutável no tempo. Há tendências que podem ser invertidas.

No Brasil, o voto nos estados mais pobres foi mais conservador do que nos estados mais ricos por um longo período, que durou de 1945 a 2000. UDN, Arena e PFL tinham mais força nos estados das regiões Norte e no Nordeste, enquanto que PTB, MDB e PT tinham mais força nos estados das regiões Sul e no Sudeste. Em 2002, não houve polarização regional. Lula ganhou de lavada em todas as regiões do Brasil. Nas eleições municipais de 2004, teve início a tendência do PT e do PSB serem partidos mais fortes no Norte e no Nordeste. Esta tendência foi acentuada na eleição presidencial de 2006. Uma tendência, porém, persistiu: São Paulo como um estado que pende para a direita e o Rio de Janeiro como um estado que pende para a esquerda.

Nos Estados Unidos, o voto nos estados mais ricos foi mais conservador do início do século XX até o final dos anos 70. O Partido Republicano tinha muita força em estados ricos, como Maine, New Hampshire, Connecticuit e Vermont no Nordeste, e a Califórnia no Oeste. O Partido Democrata tinha muita força em estados mais pobres, como os do Sul. Os candidatos locais eleitos pelos sulistas não eram nem um pouco esquerdistas, pois o Partido Democrata era o preferido dos segregacionistas.

Mas os sulistas, com exceção de 1964, 1968 e 1972, votavam nos candidatos presidenciais democratas, como Roosevelt, Truman, Kennedy e Carter, assim como eleitores progressistas do Norte. Nos anos 80, não foi possível enxergar polarização geográfica do voto porque os republicanos levaram as eleições presidenciais de lavada. A partir de 1992, o mapa eleitoral dos EUA começou a ser redesenhado. O Nordeste, invertendo a situação anterior, tornou-se uma fortaleza democrata, enquanto que o Sul, também invertendo a situação anterior, tornou-se uma fortaleza republicana. Apesar de algumas inversões, algumas tendências persistiram. Nova York, Massachussets e o DC sempre foram e continuaram sendo democratas, e o Oeste interiorano sempre foi e continou sendo republicano.

Em resumo, o padrão de distribuição geográfica do voto no Brasil em tempos presentes é o mesmo que o dos EUA em tempos passados e vice-versa.
Os mapas a seguir, com os resultados das eleições presidenciais brasileiras de 1989 e 2006, e os resultados das eleições presidenciais norte-americanas de 1976 e 2008, mostram bem as tendências descritas.

Vencedor da eleição presidencial no Brasil de 1989 por estado

















Vencedor da eleição presidencial no Brasil de 2006 por estado

















Vencedor da eleição presidencial nos EUA de 1976 por estado












Vencedor da eleição presidencial nos EUA de 2008 por estado












Fonte [das imagens]: Wikipedia





É possível ver nos mapas grandes inversões nos dois países. Vejamos o Brasil primeiro. Os únicos estados que preferiram Lula em 1989 e Alckmin em 2006 foram Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que são dois dos estados brasileiros com maior qualidade de vida. Já a Região Norte, foi inteira de Collor em 1989 e quase inteira de Lula em 2006.
Nos Estados Unidos, também houve mudanças marcantes. Muitos estados vermelhos viraram azuis e muitos estados azuis viraram vermelhos. Em 1976, Jimmy Carter levou o Sul (o da Confederação) quase inteiro, só faltou a Virgínia. Grande parte do Nordeste optou por Gerald Ford. Em 2008, Obama perdeu em quase todo o Sul. Ganhou apenas, justamente na Virgínia, e também na Carolina do Norte e na Flórida. O Nordeste foi todo para Obama. Dois estados enormes, como o Texas e a Califórnia, inverteram os lados.
Qual seria a explicação mais plausível para esta instabilidade de polarização política por regiões em grandes países? Podem ser os temas de campanha.

Quando o que divide os eleitores são temas econômicos, como o tamanho do Estado, o total de gastos em programas sociais e o papel do Estado em redistribuir renda, a poliarização por classe social costuma ser mais acentuada. Os ricos tendem para a direita e os pobres tendem para a esquerda. Como nos estados mais ricos há mais pessoas ricas e nos estados mais pobres há mais pessoas pobres, a polarização de classes se transforma em polarização regional, e portanto, o voto em regiões ricas pende para a direita e o voto em regiões pobres tende para a esquerda.

Quando temas culturais como religião, homossexualidade, aborto, educação e criminalidade tornam-se importantes para a definição do voto, a polarização de classe é suavizada. Candidatos com visões progressistas sobre estes temas tendem a atrair o voto de parcela da população mais letrada da classe média alta. Candidatos com visões conservadoras sobre estes temas têm penetração em parcela importante da classe média baixa e da população pobre das áreas rurais. Estados mais ricos, com cidades maiores, população mais urbana e maior influência de universidades tendem a serem mais progressistas do que estados mais pobres, com grande parcela de população vivendo em zona rural ou em cidades pequenas. Apesar disso, a polarização de classe neste caso não é completamente eliminada. Os candidatos esquerdistas são os preferidos dos mais pobres que vivem em estados mais ricos.

E o que esta análise serve para prever o futuro político no Brasil?

Muito provavelmente, a polarização regional da eleição presidencial de 2010 será a mesma que aconteceu na de 2006. Serra será preferido no Sul, em São Paulo e talvez no Centro-Oeste, e Dilma será preferida no restante no Brasil. Pelo que as pesquisas atuais indicam, porém, a polarização será mais suavizada. Nos próximos anos, com a população do Brasil cada vez menos pobre, e com cada vez mais gente entrando na classe média, temas culturais podem ter importância crescente, em detrimento de temas econômicos. Neste caso, o mapa eleitoral no Brasil pode ser novamente redesenhado, e não sabemos como será o novo desenho.

link para matéria direto do Blog: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/padrao-de-distribuicao

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lula, Irã e as previsões de "especialistas".

Em novembro de 2009 Lula recebeu o presidente iraniano Ahmadinejad no Brasil.

José Serra, o "economista", escreveu na época um artigo na Folha de São Paulo criticando a visita.
Valeu de tudo. Serra chamou Ahmadinejad de "símbolo da negação", o comparou com Stalin e prosseguiu com sua defesa de que não deveriamos receber visita de tal presidente...Serra se utilizou do argumento de que Ahmadinejad não é democrático para criticar a politica externa de Lula...
...Lula não deve falar com ditadores e mal caráters? Fazemos política ou clube de amigos?

Aliados às ideias de Serra alguns "jornalistas" também criticaram o governo brasileiro....
Vale a pena ver o que os pupilos da revistinha veja, Diogo Mainard e Reinaldo Azevedo falaram...

segue uma do Mainardi:

"Em 16 de maio, o bispo Lula emulará o presidente Romualdo e dará o passo mais ruinoso de sua carreira. Ele procurará Mahmoud Ahmadinejad em sua cadeia iraniana e negociará com ele "olho no olho", prometendo ajudá-lo a escapar da polícia dos Estados Unidos e da Europa."
Link para a matéria completa

Bem...acho que o acordo não foi "o mais ruinoso".
Já diz tudo o título da matéria no site da BBC. "O Irã assina acordo nuclear proposto por Brasil e Turquia."


Mais uma vez apostamos em colunas com esses "jornalistas" se retificando e parabenizando a ação diplomática de nosso governo? Problematizando o assunto e procurando entender o que esse acordo significa?

Aposto, novamente, em notícias brandas e burras...

José Serra e a matemática.

segue uma quentinha do blog do palpiteiro...

"Então está explicado"

José Serra fazia engenharia na USP quando era presidente da UNE, em 1964.


José Serra apoiou João Goulart e foi perseguido pelo regime militar, assim como Jango.


José Serra afirma que estudou economia e muita gente acredita nele.


Muita gente que gosta de José Serra como político o acha um gênio como pessoa.




José Serra governou o Estado de São Paulo entre 2007 e 2010.




Gente que entende de educação questiona sua competência no governo.




José Serra quis uma vez dar uma aula de matemática a crianças.






O cálculo era simples. Uma divisão. 137 : 37.




Acesse o vídeo abaixo e veja como Serra faz contas.




Deve ser assim que ele calcula suas chances de ser presidente em 2010...




http://cloacanews.blogspot.com/2010/05/assim-sera-educacao-no-governo-serra.html


para acessar a matéria no site do palpiteiro clique aqui.